Blog › Conceitos

A oferta vem antes do anúncio

Quando o anúncio não vende, a primeira reação é trocar o criativo ou mexer na verba. Muitas vezes o problema está um andar acima: na oferta.

Equipe EasyAd · · 6 min de leitura

O anúncio não trouxe vendas. O que quase todo mundo faz em seguida? Troca a imagem, reescreve o título, testa outro público, aumenta ou diminui a verba. Depois de algumas semanas, já está na quadragésima versão do mesmo anúncio, e o resultado continua parecido.

Às vezes o ajuste certo é mesmo no anúncio. Mas, com frequência, o problema está em outro lugar: no que você está oferecendo. E nenhum anúncio, por melhor que seja, compensa uma oferta fraca.

Os cinco andares do resultado

Pense no resultado de uma campanha como um prédio de cinco andares. Cada andar depende do que está acima dele.

Os cinco andares do resultado De cima para baixo: produto e marca, oferta, anúncio, configuração da campanha e verba. Quanto mais alto o andar, maior o efeito no resultado. Quanto mais baixo, mais fácil de mexer. Produto e marca Oferta Anúncio (imagem, vídeo, texto) Configuração da campanha Verba ↑ mais efeito mais fácil de mexer ↓
Quanto mais alto o andar, maior o efeito no resultado. Quanto mais baixo, mais fácil de mexer, e é por isso que quase todo mundo começa por baixo.
  1. Produto e marca. O que você vende e a reputação que já tem.
  2. Oferta. O pacote completo que a pessoa recebe ao dizer sim: o que leva, quanto paga, como paga, que risco corre e por que decidir agora.
  3. Anúncio. A imagem, o vídeo e o texto que apresentam a oferta.
  4. Configuração da campanha. Objetivo, público, posicionamentos, lances.
  5. Verba. Quanto você investe por dia ou por mês.

Os andares de baixo são os mais fáceis de alterar: mudar a verba leva um clique. Por isso concentram quase todo o esforço. Só que o efeito de cada ajuste fica limitado pelo andar de cima. Um anúncio excelente de uma oferta fraca continua sendo uma oferta fraca, só que vista por mais gente.

O anúncio leva a oferta até as pessoas. Ele não transforma uma oferta fraca em uma boa.

O que é oferta (e o que não é)

Oferta não é sinônimo de desconto. Desconto é só uma das formas de mexer no preço, e muitas vezes a pior, porque reduz a margem que paga o próprio anúncio.

Também não é o próximo passo. "Agende uma conversa", "chame no WhatsApp" ou "peça um orçamento" dizem o que fazer, mas não dizem por que vale a pena fazer. Se o anúncio termina num convite para conversar e não diz o que a pessoa ganha com isso, ele está pedindo esforço sem entregar motivo.

Uma oferta completa responde a cinco perguntas.

As cinco partes de uma oferta

1. Posicionamento: para quem, qual problema, por que agora

"Serviços de marketing para empresas" serve para todo mundo e, por isso, não chama a atenção de ninguém. Compare com "cozinhas planejadas entregues em 30 dias para quem vai se mudar no próximo trimestre". A segunda frase escolhe um público, nomeia um problema e já carrega um motivo de prazo.

Um posicionamento claro também deixa o anúncio mais barato de acertar: fica mais fácil escrever o texto, escolher a imagem e saber quem deve ver.

2. Estrutura de preço: como a pessoa paga

O mesmo valor pode ser fácil ou difícil de aceitar dependendo de como é cobrado. À vista no Pix com desconto, parcelado no cartão, entrada mais parcelas, assinatura mensal, pagamento por etapa entregue. Cada formato muda quem consegue dizer sim.

Antes de baixar o preço, vale testar outro jeito de cobrar o mesmo preço.

3. Valor extra: o que pesa do lado do valor

Imagine uma balança: de um lado o preço, do outro tudo o que a pessoa recebe. Em vez de tirar peso do lado do preço, dá para colocar peso do lado do valor: instalação inclusa, frete grátis acima de um valor, uma revisão depois de 30 dias, um material de apoio, atendimento prioritário.

O melhor valor extra é aquele que custa pouco para você e vale muito para o cliente. E ele precisa ser real e entregue: um "bônus" que ninguém usa não convence ninguém.

4. Reversão de risco: quem carrega o risco

Toda compra tem um risco: e se não funcionar? e se eu não gostar? Quando esse risco fica todo com o comprador, ele hesita. Quando o vendedor assume uma parte, a decisão fica mais leve.

Formas comuns: garantia com regra clara, período de teste, projeto piloto com critério de sucesso combinado antes, troca facilitada. Um cuidado: nas compras pela internet, o Código de Defesa do Consumidor já garante 7 dias de arrependimento. Uma garantia que só repete a lei não diferencia ninguém.

5. Um motivo para decidir agora

Sem um motivo para agir, "depois eu vejo" vence quase sempre. Prazo de uma condição, número limitado de vagas na agenda, lote de produção, data de um evento. O motivo precisa ser verdadeiro: urgência inventada destrói a confiança e pode configurar publicidade enganosa.

Antes de mexer no anúncio, responda

  1. Em uma frase: para quem é, que problema resolve e por que agora?
  2. Existe mais de um jeito de pagar o mesmo preço?
  3. O que está do lado do valor, além do produto em si?
  4. Quem carrega o risco se não der certo?
  5. Por que alguém deveria decidir esta semana, e não no mês que vem?

Como saber se o problema é a oferta

Alguns sinais costumam apontar para o andar de cima, e não para o anúncio:

  • As pessoas clicam, mas não compram, nem na página nem no WhatsApp.
  • As conversas param sempre no mesmo ponto, quase sempre no preço.
  • Você já testou criativos bem diferentes e todos terminam com resultado parecido.
  • Um concorrente com produto semelhante vende mais, com uma condição diferente da sua.

Nenhum desses sinais é prova sozinho. Mas, quando aparecem juntos, trocar o anúncio de novo tende a dar o mesmo resultado.

Onde a EasyAd entra

A EasyAd cuida dos andares de baixo: verba, configuração das campanhas e anúncios no Instagram e no Facebook, com as decisões importantes passando pela sua aprovação. Os andares de cima, produto e oferta, são decisões do seu negócio.

É por isso que a análise grátis pergunta sobre ticket médio, margem e tempo de resposta aos interessados: eles indicam se a oferta tem espaço para pagar o anúncio antes de qualquer real ser investido em mídia.